| 
View
 

Nosso Trabalho

Page history last edited by PBworks 17 years, 9 months ago

 

Para iniciar nosso trabalho iremos falar um pouquinho sobre o código Braille:

 

 

 
 
O Sistema Braille é um código universal de leitura tátil e de escrita, usado por pessoas cegas, cujos caracteres se indicam por pontos em relevo. Foi desenvolvido na França por Louis Braille, um jovem cego, a partir do sistema de leitura no escuro, para uso militar, de Charles Barbier. Utilizando seis pontos em relevo dispostos em duas colunas, possibilita a formação de 63 símbolos diferentes, usados em literatura nos diversos idiomas, na simbologia matemática e científica, na música e mesmo informática. A partir da invenção do sistema em 1825, seu autor desenvolveu estudos que resultaram em 1837 na proposta que definiu a estrutura básica do sistema, ainda hoje utilizada mundialmente. Por sua eficiência e vasta aplicabilidade, o sistema se impôs como o melhor meio de leitura e de escrita para as pessoas cegas.

 

 

 

 

O ANTEPASSADO DO SISTEMA BRAILLE

 

Em 1821, quando Louis Braille tinha apenas 12 anos, Charles Barbier, capitão reformado da artilharia francesa, visitou o instituto onde apresentou um sistema de comunicação chamado escrita nocturna, também conhecido por Serre e que mais tarde veio a ser chamado de sonografia. Tratava-se de um método de comunicação táctil que usava pontos em relevo dispostos num rectângulo com seis pontos de altura por dois de largura e que tinha aplicações práticas no campo de batalha, quando era necessário ler mensagens sem usar a luz que poderia revelar posições. Assim, era possível trocar ordens e informações de forma silenciosa. Usava-se uma sovela para marcar pontinhos em relevo em papelão, que então podiam ser sentidos no escuro pelos soldados. A escrita nocturna baseava-se numa tabela de trinta e seis quadrados, cada quadrado representando um som básico da linguagem humana. Duas fileiras com até seis pontos cada uma eram gravadas em relevo no papel.

O número de pontos na primeira fileira indicava em que linha horizontal da tabela de sons vocálicos se encontrava o som desejado, e o número de pontos na segunda fileira designava o som correcto naquela linha. Esta ideia de usar um código para representar palavras em forma fonética foi introduzido no Instituto. Louis Braille dedicou-se de forma entusiástica ao método e passou a efectuar algumas melhorias.

 

Assim, nos dois anos seguintes, Braille esforçou-se em simplificar o código. Por fim desenvolveu um método simples e eficiente que se baseava numa célula de apenas três pontos de altura por dois de largura. O sistema apresentado por Barbier era baseado em 12 pontos, ao passo que o sistema desenvolvido por Braille é mais simples, com apenas seis pontos. Braille, em seguida, melhorou o seu próprio sistema, incluindo a notação numérica e musical.

 

Em 1824, com apenas 15 anos, Louis Braille terminou o seu sistema de células com seis pontos. Pouco depois, ele mesmo começou a ensinar no instituto e, em 1829, publicou o seu método exclusivo de comunicação que hoje tem o seu nome. Excepto algumas pequenas melhorias, o sistema permanece basicamente o mesmo até hoje.

 

Apesar de tudo, levou algum tempo até a inovação de Braille fosse aceite. As pessoas com visão não entendiam o quão útil o sistema inventado por Braille podia ser. Um dos professores principais da escola chegou mesmo a proibir o seu uso pelas crianças. Felizmente, tal decisão teve efeito contrário ao desejado, encorajando as crianças a usar o método e a aprendê-lo em segredo. Com o tempo, mesmo as pessoas com visão acabaram por perceber os benefícios do novo sistema. No instituto, o novo código só foi adaptado oficialmente em 1854, dois anos após a morte de Braille, provocada pela tuberculose, em 6 de Janeiro de 1852, com apenas 43 anos.

 

 

O sistema Braille é empregado por extenso, isto é, escrevendo-se a palavra, letra por letra, ou de forma abreviada, adotando-se código especiais de abreviaturas para cada língua ou grupo lingüístico. O braille por extenso é denominado grau 1. O grau 2 é a forma abreviada, empregada para representar as conjunções, preposições, pronomes, prefixos, sufixos, grupos de letras que são comumente encontradas nas palavras de uso corrente. A principal razão de seu emprego é reduzir o volume dos livros em braille e permitir o maior rendimento na leitura e na escrita. Uma série de abreviaturas mais complexas forma o grau 3, que necessita de um conhecimento profundo da língua, uma boa memória e uma sensibilidade tátil muito desenvolvida por parte do leitor cego. O tato é também um fator decisivo na capacidade de utilização do braille.

 

O Sistema Braille é de extraordinária universalidade: pode exprimir as diferentes línguas e escritas da Europa, Ásia e da África. Sua principal vantagem, todavia, reside no fato das pessoas cegas poderem facilmente escrever por esse sistema, com o auxílio da reglete e do punção. Permite uma forma de escrita eminentemente prática. A pessoa cega pode satisfazer o seu desejo de comunicação. Exceto pela fadiga, a escrita Braille pode tornar-se tão automática para o cego quanto a escrita com lápis para a pessoa de visão normal. As Imprensas Braille produzem os seus livros utilizando máquinas estereotipas, semelhantes às máquinas especiais de datilografia, sendo porém elétricas. Essas máquinas permitem escrita do Braille em matrizes de metal. Essa escrita é feita dos dois lados da matriz, permitindo a impressão do Braille nas duas faces do papel. Esse é o Braille interpontado: os pontos são dispostos de tal forma que impressos de um lado não coincidam com os pontos da outra face, permitindo uma leitura corrente, um aproveitamento melhor do papel, reduzindo o volume dos livros transcritos no sistema Braille. Novos recursos para a produção do Braille têm sido empregados, de acordo com os avanços tecnológicos de nossa era. O Braille agora pode ser produzido pela automatização através de recursos modernos dos computadores.

 

 

Pesquisa no site: Bengala Legal 

 

 

ALFABETIZAR CRIANÇAS CEGAS

 

      Partindo dos questionamentos feitos pela Iris, de como uma criança cega entende os códigos braille, pensamos no processo de construção do conhecimento que fala que toda a criança trás para uma bagagem de conhecimetno que deve ser aproveitada para sua alfabetização.

     Partindo deste pressuposto, pensamos que as crianças deficientes visuais também possuem esta bagagem cultural anterior a escola, porém com uma certa dificuldade em entender esta bagagem e cabe aos educadores fazer com que estas crianças possam passar por este processo de uma forma mais prazerosa.

     Acreditamos que o proceso de alfabetização para elas segue o mesmo processo das crianças normais, pois cabe aos educadores criar desafios para que este processo ocorra, sendo sempre, o professor, o provocador destas questões.

     A escola deve por sua vez oportunizar a estas crianças recursos para que o professor possa causar estas provocações, como o material concreto. Também existem outros recursos como máquina de escrever em braille e impressoras, levando em consideração que trabalhamos em escolas públicas, provavelmente estes também sejam recursos bem escassos, salvo se for uma escola que tenha turma específica para portadores de deficiência.

     Há  entre os governantes  e na  legislação um desejo de  garantir o acesso destas crianças nas escolas normais e  recursos necessários para  vencer o grande desafio que é a educação inclusiva.

    A primeira dificuldade encontrada é   a aceitação por parte da família,sociedade e do próprio  deficiente  em relação a sua limitação.

    Temos registros  de que em tempos passados  as diferenças eram tratadas como normais,ou melhor dizendo não eram tratadas ,trazendo para o indivíduo  mais problemas para sua adaptação  ao mundo e ao convívio  na sociedade.  A insistência em  tratar  como normal as  deficiências  faziam com que a  forma de ensinar e aprender fossem a  mesma  para alunos videntes  ou deficientes visuais.

    Somente depois de  muito trabalho e com  boa vontade iniciava-se um trabalho diferenciado, neste interim  os alunos  cegos  com muita dificuldadde  já esavam sendo alfabetizados "à tinta"  como se refere  um dos  entrevistados  para  a  captação de informações.

    Disse ele  que após  muitas tentativas  de  tratá -lo como vidente  e  fazê-lo  perceber  algumas letras do alfabeto normalmente  passaram a ensinar  na dualidade de conhecimentos adquiridos. Porém o processo de alfabetização  de uma criança  que nunca enxergou é  diferente,partindo  já para  o Braille.

    Muito se tem ouvido falar da inclusão de  portadores de deficiência em escolas normais. O que ocorre  é que não há preparação de profissionais, recursos  e  estrutura física  para acolher esta nova demanda discente.

   Mesmo em escolas que possuem  classes especiais a dificuldade em conseguir  materiais e recursos  que favoreçam a aprendizagem dos portadores de deficiência é muito difícil e depende  mais da boa vontade dos pais e profissionais  da educação.

 

 

Comments (3)

Iris Elisabeth Tempel Costa said

at 12:52 pm on Oct 8, 2008

Pessoal, vi que estão começando a definir melhor o que é padrão e código. Reli o quadro das certezas e dúvidas e uma coisa chamou minha atenção. Lá vocês colocam que "Os símbolos do Braille representam as letras, os números, a acentuação e a pontuação." Será que podemos pensar que os símbolos usados em Braille representam as letras e os números, do nosso ponto de vista, ou seja, do ponto de vista de um vidente, já alfabetizado? Será que uma criança cega, em processo de alfabetização, entende estes sinais desta forma? Para uma criança cega, o que é letra? Será que para ela os pontinhos representam mesmo uma coisa que ela jamais viu? Lembram dos trabalhos de Emília Ferreiro? Lembram que ela alertava que havia diferentes modos de entender a escrita?

Iris Elisabeth Tempel Costa said

at 12:52 pm on Oct 8, 2008

"Segundo Ferreiro (1986), a escrita pode ser concebida como código de transcrição ou como sistema de representação. Por um lado, quando a escrita é concebida como um código de transcrição das unidades sonoras em unidades gráficas, sua aprendizagem é vista como a aquisição de uma técnica. A ênfase é dada aos aspectos gráficos, isto é, à qualidade dos traços, distribuição espacial das formas, orientação predominante e orientação dos caracteres individuais. O ensino se dirige, então, para o exercício da discriminação perceptiva nas modalidades audiovisuais. Por outro lado, quando a escrita é concebida como sistema de representação da linguagem, sua aprendizagem é vista como a apropriação de um novo objeto de conhecimento, ou seja, como uma aprendizagem conceitual que tem um desenvolvimento próprio. É dada ênfase aos aspectos construtivos, isto é, àquilo que se quis representar e aos meios utilizados para criar diferenciações; sendo central que o aluno compreenda a natureza da representação. http://tinyurl.com/ferreiro Será que vendo o Braille sob este ângulo é conveniente considerá-lo um código tal qual o Morse ou o de barras? Pensem nisso! Abra@os, Iris

Iris Elisabeth Tempel Costa said

at 2:39 pm on Nov 21, 2008

Gurias, nesta página temos uma enorme quantidade de material copiado diretamente da wikipédia. Já alertamos inúmeras vezes: não podemos simplesmente copia e colar material já existente, sem ao menos indicar que isso foi feito. Podemos fazer citações diretas de até 7 linhas, mas aí elas precisam estar recuadas e no final delas deve aparecer a referência.
Por favor, revejam as cópias nesta páginas.

You don't have permission to comment on this page.